domingo, 9 de novembro de 2008
A Consciência dói.
Não sei por que se ilude com risadas se não é feliz, quem lhe convenceu que ser feliz é não ser só, quem foi que disse que precisamos ser um grupo, afinal nunca soubemos nos amar. Indago-me sempre o que fazes aqui, o que lhe prende, se é tão desapegado á coisas materiais, se julga a todos que aqui vivem sob os raios da ideologia e da hipocrisia. Tu és um de nós também, assuma ao menos, não somos felizes. Nos ocultamos por trás de anestesias, nos ofuscamos com nossos devaneios, nunca soubemos viver. O chão que possuímos, não abrimos mão, o protegemos com mais bravura dos que nossos próprios fígados, pois somos tão grandes, mas não sabemos lutar. Sabemos assinar, apertar botões e fechar as portas, abri-las porém seria uma insanidade. Sabemos cantar baixo e chorar de forma quase imperceptível, sabemos nos esconder, gritar discretamente, ouvir por trás das portas, ir para o lado mais forte e fazer nossas as palavras deles. E mesmo conscientes de todas essas verdades, insistimos em dizer que vivemos intensamente.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Melancolica tristeza
Devaneio nosso esse que eu criei, não lhe jogo pedras mais, fui eu quem fantasiou. Na busca racional e inequívoca da pura consciência vejo com outros olhos, olhos melancólicos porem aliviados e inexoráveis à ilusão. Somos tão grandes quando nos gabamos de nossas qualidades, que são sempre qualidades, sempre bondosas sempre sinceras, já nem sei mais quem seria o vilão, sempre fui tão honesta rs, é uma pena que não soube ser tão pura comigo. Não busco mais a verdade no seu olhar, sempre projetei em ti meus maiores desafios e meus maiores medos, somos espelhos recíprocos de hipocrisia, ao menos confessemos. O que será que tanto procuramos? Ninguém sabe dizer, se pra você a felicidade está na anestesia, para o outro está em um prato de comida, mesmo assim, é insaciável. O eterno é algo tão assustador e tão encantador que dói, assim como a consciência (que um dia ei de ter). Admiro a melancolia, nela vejo tanta verdade que nunca enxerguei em nenhum sorriso, em nenhuma risada, em ninguém, nem em você, muito menos em mim. Não é da infelicidade que falo, mas da sensibilidade, do mínimo, do humano.. Somos tão mesquinhos ao nos depararmos com tanto, que na realidade é tão pouco, idealizamos tanto o tanto, que somos cegos e incapazes de notar que o prazer está nas coisas mais simples e menos óbvias, nossa falta de originalidade e nossa ignorância não nos deixa enxergar. Sejamos humildes ao pontos de assumir que não somos quase nada e que o nada consegue ser maior que a gente, o vazio é inacessível e o silêncio é muitas vezes o pior tipo de poluição sonora.
domingo, 11 de maio de 2008
Quero partir, quero poder ficar...
Não tenho a capacidade de me reinventar, mas gostaria, não é do vazio que sinto falta é do excesso de informação que me invade e me confundi, tantas contradições acercam minha vida que vivo em uma felicidade mórbida, ou melhor, um estado conformado de niilismo. Não me olhe como se eu fosse capaz de mudar, melhorar e muito menos te ajudar, por mais que eu tente.Também não tente me entender, o mistério de descobrir quem sou é o que sempre me (des)motivou.Acredite no seu sorriso porque o meu não é real, porém tem boa intenção.Quem se importa com lágrimas alheias, ninguém, muito menos eu, portanto sorrirei.Mas com você minha dor é incontrolável, não me culpe por isso, você desperta em mim a pureza sincera que poucos conhecem.Como um palhaço com lágrimas nos olhos mas com um sorriso estagnado e com os braços sempre abertos.Procurei a tão idealizada por todos"liberdade", mas não soube maneja-la, controla-la, muito menos senti-la, minha vaidade, meu egoísmo e principalmente meu medo sempre fizeram me render e reclinar à solidão. Sei sentir perfeitamente a dor, mas o prazer, só sei descreve-lo, representa-lo talvez, e o invejar.Minha contrariedade é o que me assombra porem não à deixo, sou fiel às minhas tantas ideologias e personalidades, continuarei a sorrir mesmo querendo chorar.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Rosas
Não pedi à vida uma mar de rosas, mas um pouco de compaixão. Quanto mais aprendo e vivo, mais sinto intenso o fervor da amargura e do egoísmo inato do ser humano.O que mais me dói, é saber que tudo isso é um reflexo do que sou, um tremendo desacato da minha alma , refletindo em um mundo gélido e acomodado que me cerca, me sufoca e me condena...Me invade e transborda o resto mortal quase congelado de orgulho e de amor, expelidos e desperdiçados em lágrimas quentes e ardidas que, porém , não aliviam em nada meu sofrimento; Muito pelo contrário só reforçam a minha covardia mútua, conservada de outros carnavais e aprimoradas em primaveras cheia de flores, mas hoje estilhaçadas, machucadas e sem cor.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Maldito carnaval!
Vamos sambar e comemorar as cores de nosso país rico de igualdade e justiça, enquanto políticos e burgueses comemoram, até nos esquecemos do nosso dinheiro roubado(pois um pouco dele ja foi poupado para a grande festa) e agente perdoa. Convidamos então,com quase uma naturalidade e brandura essa brava gente ao nosso bloco. Tão humilde e sem discrêpancias dançamos e lutamos orgulhosamente pela nossa bandeira, a mesma que cuspimos e rezignamos o ano inteiro, porém hoje ela é palco de uma grande e limpa festa , baseada na pureza e na soliedariedade. Enquanto tantos se matam para fazer a maldita ala funcionar, os ricos ostentam fantasias caríssimas vindas da poupa do Brasil, das penas de nossas aves, das pedras preciosas de nossa terra, pois nossa terra é mais garrida e nossos risonhos, lindos campos têm mais flores!
I wish I could ...
Podia-me dizer por favor, qual é o caminho para sair daqui? - Perguntou Alice.
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir. - disse o Gato.
- Não me importa muito onde... - disse Alice.
- Nesse caso não importa por onde você vá. - Disse o Gato.-
...contanto que eu chegue a algum lugar. - acrescentou Alice como explicação.
- É claro que isso acontecerá. - Disse o Gato - desde que você ande durante algum tempo.
(Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll)
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir. - disse o Gato.
- Não me importa muito onde... - disse Alice.
- Nesse caso não importa por onde você vá. - Disse o Gato.-
...contanto que eu chegue a algum lugar. - acrescentou Alice como explicação.
- É claro que isso acontecerá. - Disse o Gato - desde que você ande durante algum tempo.
(Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll)
Retrogrado desagrado.
Nós estamos no mesmo barco e por mais que eu tente relutar, sei disso. Atravessei os mesmos precípicius e abismos pra chegar onde estou, mas diferente de você, cheguei a lugar algum. Forjo um sorriso aceito para levar a vida sem grandes conivências, fujo de problemas, não por amor a mim, mas por medo de não saber escapar. Enfrento a vida com um estúpido e inerte otimismo, e enxergo em você uma distante e platônica admiração. Por mais que eu corra, não saiu do lugar e desemboco sempre no mesmo estado de mesmice e inabalável tédio. Amo e invejo sua verdade mas não atinjo a minha. Me enconstei tanto na sua alma piedosa, que hoje sinto um pedaço da minha afetado, como se algo sempre me prendesse a você, sinto uma dependência quase que crônica. Visto a carapuça de força, e forjar essa aparente alegria vira uma tortura.Embora eu sofra, não abro mão do meu inatingivel orgulho. Você sabe mais do que ninguém que sempre fui conduzida pela covardia de demonstrar minhas fraquezas e derrotas, mesmo que elas sejam sempre muito explicitas.Porém sou grata ao amor que me devotas, e, apesar de ter me causado tamanha dor, tenho por ti um fiel entusiasmo e compaixão. O que me ressente é saber que tudo o que eu tinha a lhe oferecer era apenas um retrogrado desagrado.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
"O vento que entortou a flor passou por nosso lar"
Não feche a porta para mim, eu não estou aqui pra te julgar, para te magoar, embora eu já tenha feito isso tantas vezes...Não se iluda com minha aparente felicidade, não que eu seja inventiva, não finjo ser alguém que não sou, estou numa busca eterna por ideologia.Mas mesmo com dor tento sorrir, rir da própria desilusão,"acreditar" em mim de alguma forma, por mais que eu saiba inconscientemente que já é um caso perdido.Me basiei em você em tantas coisas, aprendi a ser mais digna com teus aprendizados, sinto por você um amor agradecido e puro.Lembrarei de você todas as vezes que meu caracter for posto a prova e que algum sonho for realizado, lembrarei de você todos os dias ao me olhar no espelho, lembrarei de ti sempre, ao lembrar de mim.Por mais que muitas vezes eu seja guiada pelo egoísmo, nunca se esqueça que a sua solidão aumenta minha angustia e seu ar de tristeza aumenta minha dor. Talvez eu não tenha mesmo personalidade ou ideologia, mas muito do que você faz ou sente, respinga em mim.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Afaste de mim esse "cálice"
Tenho em mim um grande apetite por sabedoria, porém me entrego a indolência e ao medo de ousar, como se estes fossem mais fortes do que o anseio inato em mim concebido. As vezes o calar-se torna-se mais cômodo e prático do que arte de se manifestar, e calar assim, aqueles que fazem mau uso desse poder. O palco é daqueles que sabem sim falar, apenas falar sem realmente dizer alguma coisa significativa e sincera. Nessa sociedade " para poucos" o mundo é dos espertos e não dos sábios, é de quem conhece a malícia, não só a pureza. Ser feliz inteiramente é para aqueles que vivem no imaginário, na ignorância, na alienização.O conhecimento do inteligível, da realidade mais do que concreta, da idéia quase que fora de nosso alcance, talvez até de uma verdade absoluta ( se é que é possível) vem acoplada com o infortúnio. Quanto mais aprendo, ouso e me arrisco, mais mergulho num mundo insípido e aprendo que é a melhor forma de viver, é viver ensimesmadamente. Porém mesmo a par dessa condição frustrante, e desse meu enorme receio, peço a Deus que afaste de mim esse cálice.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Eu sou egoísta, por que não?
Se o que você quer em sua vida é só paz, muitas doçuras, seu nome em cartaz...E fica arretado se o açúcar demora, você chora, você reza, você pede,você implora. Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho...Eu quero é ter tentação no caminho,pois o homem é o exercício que faz. Eu sei que o mais puro gosto do mel é apenas defeito do fel e que a guerra é produto da paz...O que eu como a prato pleno...Bem pode ser o seu veneno, mas como vai você saber... sem tentar? Se você acha o que eu digo fascista, mista, simplista ou anti-socialista, eu admito, você tá na pista! Eu sou ista, eu sou ego, eu sou ista, eu sou ego...Eu sou egoísta...Por que não?
( Raul Seixas)
( Raul Seixas)
Pobre Geni, ela gosta de apanhar
Sinto um imenso vazio,uma inquietante duvida, um desconforto pertinente.Escuto vozes, mas não a ouço.Sinto a vida passar mas não a vivo.Uma dor ja acomodada,sem a menor discrepância insiste em me acorrentar.Transmito uma expressão enigmatica, mas na verdade vivo...numa eterna apatia.
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