sexta-feira, 14 de março de 2008
Rosas
Não pedi à vida uma mar de rosas, mas um pouco de compaixão. Quanto mais aprendo e vivo, mais sinto intenso o fervor da amargura e do egoísmo inato do ser humano.O que mais me dói, é saber que tudo isso é um reflexo do que sou, um tremendo desacato da minha alma , refletindo em um mundo gélido e acomodado que me cerca, me sufoca e me condena...Me invade e transborda o resto mortal quase congelado de orgulho e de amor, expelidos e desperdiçados em lágrimas quentes e ardidas que, porém , não aliviam em nada meu sofrimento; Muito pelo contrário só reforçam a minha covardia mútua, conservada de outros carnavais e aprimoradas em primaveras cheia de flores, mas hoje estilhaçadas, machucadas e sem cor.
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