terça-feira, 2 de setembro de 2008

Melancolica tristeza

Devaneio nosso esse que eu criei, não lhe jogo pedras mais, fui eu quem fantasiou. Na busca racional e inequívoca da pura consciência vejo com outros olhos, olhos melancólicos porem aliviados e inexoráveis à ilusão. Somos tão grandes quando nos gabamos de nossas qualidades, que são sempre qualidades, sempre bondosas sempre sinceras, já nem sei mais quem seria o vilão, sempre fui tão honesta rs, é uma pena que não soube ser tão pura comigo. Não busco mais a verdade no seu olhar, sempre projetei em ti meus maiores desafios e meus maiores medos, somos espelhos recíprocos de hipocrisia, ao menos confessemos. O que será que tanto procuramos? Ninguém sabe dizer, se pra você a felicidade está na anestesia, para o outro está em um prato de comida, mesmo assim, é insaciável. O eterno é algo tão assustador e tão encantador que dói, assim como a consciência (que um dia ei de ter). Admiro a melancolia, nela vejo tanta verdade que nunca enxerguei em nenhum sorriso, em nenhuma risada, em ninguém, nem em você, muito menos em mim. Não é da infelicidade que falo, mas da sensibilidade, do mínimo, do humano.. Somos tão mesquinhos ao nos depararmos com tanto, que na realidade é tão pouco, idealizamos tanto o tanto, que somos cegos e incapazes de notar que o prazer está nas coisas mais simples e menos óbvias, nossa falta de originalidade e nossa ignorância não nos deixa enxergar. Sejamos humildes ao pontos de assumir que não somos quase nada e que o nada consegue ser maior que a gente, o vazio é inacessível e o silêncio é muitas vezes o pior tipo de poluição sonora.